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domingo, 29 de agosto de 2010

Tão "Down"

"Pensei que haveria um pouco mais de amor para mim.
Guardei cada luar, cada verso encoberto nas notas da canção.
Pra que? Se um vazio me esperava, eu não percebi...
Devolve meus dias, minha alegria.
Diz nos meus olhos verdades ruins."


Trecho da música "Inclemência" de Zélia Duncan...


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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Recomeço

- Quanta água neste lugar...
- Ouvi dizer que é devido às lágrimas dos moradores.
- Sério?
- Sim.
- Então vamos embora, não quero absorver tristeza!

Com os sapatos encharcados, deixam o local e seguem...

- Veja! Isto sim é paisagem, tem tudo o que eu gosto: árvores, flores e saborosos frutos!
- Na verdade só existem árvores. As flores e frutos fazem parte do seu sonho.

Desapontada, abandona a paisagem e parte para um lugar vazio, com paredes e piso brancos...

-Estranho, não consigo ver nada!
- Deve ser por que nada você fez...
- Como assim?
- Quando ignorastes as lágrimas dos que eram tristes, faltou-te água para alimentar as árvores do teu sonho, e mesmo que você visse as flores e frutos, não passaram de ilusão.
- E por que você não me disse isso antes?
- Por que não é meu papel trilhar teu caminho. Posso apenas te acompanhar por onde escolheres ir.
- Entendo... Você se importaria em recomeçar junto a mim?
- Não, mas dessa vez iremos descalços.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

♫ ♫


Posso até ser "ovelha negra", mas não sou a única da família não! 
...


Adeus

- Preparado?
- Sim.
- Então vamos...

Esse foi o último diálogo que eu tive com a morte. Os outros foram mais longos, desastrosos e sangrentos, porém, não levaram a nada. Sempre fui inconformado com a vida, achava tudo patético e sem sal. Tentei de todas as formas aniquilar minha existência, mas a morte sempre fora uma inimiga, “ Sua e do resto do mundo!”- Provavelmente o que você pensou ao ler isso, mas no meu caso, ela era do tipo que não queria nem ver-me por perto, portanto, evitava-me como eu evitava a própria vida... Após muitos confrontos chegamos a uma conclusão: Eu só morreria quando não quisesse mais morrer. A princípio fiquei desconfiado, pensei estar em desvantagem já que para mim, eu jamais mudaria de opinião. Ah, e como demorou a chegar o tal dia... Tentei trapacear, fingi felicidade e amor absoluto, mas a morte era esperta, não se deixou enganar pelos meus falsos sentimentos. Até que um dia conheci alguém. Elisa. Delicada como uma fada, deu-me um motivo para viver e eu disse –“Adeus...”. 

Ouvir para saber, refletir para aceitar.


Vez ou outra é importante saber o que as pessoas acham de nós, para que possamos dimensionar os nossos atos e palavras. E não venha me dizer que não se importa, claro que sim! Nem que seja um pouco, ou pelo menos em algum momento de sua vida você vai querer saber como as pessoas te vêem. Não há nada de mal nisso, quando não interfere na sua personalidade, claro. Eu não sou do tipo neurótica, que vive para agradar os outros, mas tento estabelecer padrões de convivência, importantes na minha opinião, para manter a harmonia entre as diversidades. Deve ser por isso que adoto o tipo "na minha", prefiro só ouvir e observar, aconselhar e corrigir apenas quando permitem-me ou quando há necessidade. Outra coisa importante é a autocrítica. Faz-nos refletir sobre o "Eu real e o Eu ideal", portanto, quem és e quem gostarias de ser? Se as respectivas respostas foram "João/Maria e Brad Pitt/Angelina Jolie" vou arrancar-te as orelhas! Avalie-se, mas seja cauteloso para não realizar um diagnóstico errado de si, pois das duas, uma: Ou ficarás prepotente ou escravo da ilusória perfeição. 

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Passos

Sem nenhuma pretensão, saio de casa levando apenas a roupa do corpo e a coragem. Não espero por nada nem por ninguém, mas sei que no fim da estrada algo me espera. Esse algo é a incerteza, incerteza de onde estarei assim que chegar nesse fim, que logo se transformará no começo de uma jornada. Frente ao mar, olho as pegadas que deixei, observo se foram firmes ou descompassadas. Ambas jamais serão esquecidas, ainda que o vento sopre a areia enxuta, ou que as ondas inundem as impressões de meus pés... Elas continuarão aqui, dentro de mim, assim como a sede de liberdade, paz, espírito. Que evaporem as lágrimas assim como a chuva de ontem em contato com o sol, pois não quero voltar, não para o nada que conheço, e embora o que me espera seja incerto, poderei ter a esperança sobre algo bom. Por hora eu não espero por nada nem por ninguém... Continuo a caminhar, pois sei que algo me espera.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Impaciente


Já não posso ver o céu
O concreto toma conta do azul
Onde o branco nem existe mais
Onde o brilho se perdeu em algum lugar

Meu passatempo é ver o tempo passar
Pelo relógio da vida- aflição
Tenho ainda uma unha a devorar
Precisarei dela amanhã.

Abraço

Teu abraço é como uma camisa de força... Prende, mas não conforta.

Cálculos e mais cálculos


Ô vida de peão, essa de estudante! nammmmm ¬¬
Mesmo no curso de Nutrição temos que calcular, chato isso...
É um dos cursos da área de saúde que mais precisam de Matemática [para minha tristeza, claro.]
Esta semana dei um pequeno salto nesse mundo exato... Preciso comprar uma calculadora, não dá para sobreviver sem uma agora.
Espero que este período passe depressa, não vejo a hora de ter TEMPO.

BATATAAAAAA FRITA o/o/o/


Assim que vi essa imagem pensei em como seria bom ser uma batata, pois mesmo quando eu digo: - "Estou frita!" continuo gorda... hauhauahauhauahuahauahuahau
Vida cruel essa... 

Os convites



Certa vez, ouvi a história de um homem bastante ranzinza que mal saia de casa para não cumprimentar os vizinhos. Ele era conhecido como “o velho dos convites”, não que ele trabalhasse com isso, pelo contrário, detestava um convite. Não importava o quão atrativo fosse... Ele jamais comparecia a lugar algum. – “É um incômodo ter que separar as cobranças desses malditos convites! São espécies de joio, coloridos, modernos e maliciosos...” – Resmungava.
Como pode uma pessoa ser tão amarga a ponto de desejar o esquecimento? Foi exatamente isso que aconteceu... Não demorou muito para que os convites cessassem. – “Finalmente eles resolveram me deixar em paz!” – Comemorou, ainda que, com uma sensação estranha.
A pessoa que me contara essa história fora o próprio carteiro, responsável por entregar a correspondência desse senhor, assim como a de todos que moravam naquela mesma rua... Ele também me disse que “o velho dos convites” ficara louco, devido à solidão e que passara a enviar convites para si... Nada mais previsível! Ainda assim, ele não previu as conseqüências do isolamento. Pobre homem, correspondências que tanto o aborreciam, eram convites para a vida! Quando ninguém mais quis resgatá-lo da solidão, ele resolveu convidar-se para algo... Talvez para a cura de sua loucura.

O artista


Não tenho muita coisa para contar sobre mim, também pudera, nunca fiz nada de extraordinário nessa vida... Não me casei, também não tive filhos, trabalho de Domingo a Domingo com dias de folga apenas em feriados nacionais, sim, porque os internacionais meu chefe desconsidera já que não moramos em nenhum país estrangeiro, mas apesar disso, sou feliz. Hoje, com 45 anos lembro-me da infância com nostalgia, de quando eu era garoto e vivia em festas, tinha meus namoricos, recebia reclamações dos professores e ficava de castigo por várias semanas...
Agora, vendo com mais calma percebo que uma coisa levou à outra, como se vislumbrasse um “efeito dominó”. Também sinto saudades de um grande amigo que perdi para os mistérios da vida, ou seriam da morte? Prefiro não pensar nele como alguém que faleceu, mas sim como alguém que fez uma bela viagem e está rindo de mim por não ter tido a mesma sorte... É... Meu chefe jamais permitiria uma viagem que não fosse a negócios... Esse amigo tinha um codinome e eu fui um dos poucos a conhecer o seu nome verdadeiro, para a maioria ele era o “artista”, para mim ele era simplesmente João.
Quando nos conhecemos eu tinha 25 anos e ele seus 37, sempre acompanhado de seu cachorro, vestia um suéter desbotado e em seu rosto além do sorriso carregava óculos remendados por fita adesiva. No começo não entendi o porquê desse codinome... Ele era tão sem talento para dança, canto, pintura e qualquer outra coisa do meio artístico quanto eu... Até que um dia descobri o quão artista o João era, sem ao menos ter nome de artista ou aparecer na televisão, este dia foi realmente especial e chovia bastante enquanto voltávamos da casa de outro amigo, protegidos por um gigantesco e velho guarda-chuva ríamos apesar do frio e fazíamos graça um da cara do outro. As horas corriam como o vento e só os carros que passavam traziam luz para as ruas úmidas e frias, eu continuava a rir e a brincar, mas o João ficara quieto e cabisbaixo... Perguntei-lhe então o que se passava e ele respondeu-me: - Olhe em volta... Confuso, questionei:- O que há em volta a não ser o eco de nossos risos? Ele então parou de caminhar - e eu também para não perder a proteção de nosso único guarda-chuva- fitou-me com os olhos encharcados d’água e no momento em que passou um carro com um farol exorbitante, direcionou o meu olhar para o outro lado da rua... A cena era triste, não havia mais motivos para sorrir. Uma família inteira ao relento aproveitava-se da chuva para umedecer o único pão que possuíam. Apesar de tudo eles estavam unidos e nem ao menos reclamavam do frio, tentavam apenas aquecer um ao outro. Abracei o João e disse-lhe: - Desculpe meu amigo, mas hoje tomaremos um banho de chuva! Ele sorriu, - Ora! Não será nada mau, mas você tem fita adesiva na sua casa? Presumo que meus óculos não resistirão dessa vez! – Claro!- Respondi sem certeza alguma... Atravessamos a rua e oferecemos nosso abrigo portátil àquela família, assim como algum dinheiro que desse para eles se alimentarem no dia seguinte. – Deus os abençoe!- Agradeceram em uníssono. Agora, com o corpo e alma lavados voltamos a sorrir, mas a curiosidade fez com que eu questionasse o João: - Como você pôde vê-los numa escuridão daquelas? – Não foi preciso vê-los nem ouvi-los para saber que estavam ali... Em situações como estas, as pessoas simplesmente fingem ser cegas e surdas, mas, para quem deseja ajudar o próximo, basta sentir sua presença para saber como ele se sente. A luz que emanou do João naquele instante fez-me perceber que não importa o quão ínfimo sejam as nossas ações, sempre fará diferença na vida de alguém, assim como o simples bater de asas de uma borboleta pode transformar o vento em furacão, nós podemos transformar pequenas ações em algo grandioso. Infelizmente a empatia é uma arte que poucos dominam.

Ao "nariz empinado"


Se você é prepotente como um arranha-céu, é melhor tomar cuidado com os terremotos!!!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Clarisse


Do lodo vi emergir a flor de lótus
fiquei sem ar como planta submersa
parecia pérola entre águas de esmeralda
sob o luar, estrela entre névoa

Não a colhi nem mergulhei, extasiado
cai em pranto, pois de vista a perdi
aquele branco delicado de camélia
era Clarisse cuja vida teve um fim.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Haikai [6]


Coruja-das-torres

em vôo rasante

toca as flores.

Haikai [5]


Chão úmido
céu ensolarado
aroma de flor.

Observador de mim


Observador que sou
conheço teus braços, teus passos
sem direção

Sei que além desse bloco de aço
há uma lágrima de dor
que arrebenta o frágil tecido do teu coração

Mas sou louco
e o que vejo não é aceito por ninguém
pois só eu observo o abraço que não recebi
dos meus braços envoltos por fiapos de ilusão

O rancor é um labirinto que prende a alma na escuridão
eu te vejo meu reflexo, perdido no espelho em contramão
mas ninguém observa a você senão eu.