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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Fotografias de infância


Brinquedos espalhados pelo chão
Cirandas de poesia
Café posto na mesa
Sobremesa de alegria
Enquanto subia nas árvores
O tempo me perseguia
Secas ficaram as folhas
Frutos não mais existiam
Ao ver passar a infância
Percebi a sorte que tinha
De poder ter essas lembranças
Estampadas em fotografias

Melancolia



Estás em toda parte
em cada pedaço de mim
Pergunto-me se algum dia
estarei longe de ti!

À tardinha sempre espero
alguém se aproximar
mas criastes uma barreira
e ninguém consegue passar

Tão longe estão meus amigos
não há flores em meu jardim
meu coração está deserto
Por que me odeias tanto assim?

Muitos te conhecem por "melancolia"
às vezes és "tristeza" e "depressão sem fim"
Pra mim tú és uma lâmina que torna-me mosaico
sem arte, sem valor, sem nada de mim.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Vontade

Queria sentir a brisa me tocar...
Ser levada aos quatro cantos do mundo...
Como uma folha que cai de uma árvore e nunca mais volta...

Ausência sincera

- Triste?
- Por que estaria?
- Não foi nada, devo ter me confudido...
- Na verdade estou, mas não é sempre... É só quando eu levanto pela manhã e percebo que os objetos continuam alí no mesmo lugar, ou quando olho para a mesa e não vejo ninguém a desejar-me bom dia.
Também acontece quando cai uma chuva e estou com insônia vagando pelo quarto, o que piora quando reviro as gavetas e encontro velhas fotos e cartas de amigos...Sim! Amigos! Eu os tive por um tempo... Alguns casaram-se, os mais próximos viajaram e outros... Os outros... Não sei ao certo que fim levou os outros, eles simplesmente desapareceram... Uma vez um sábio homem disse-me:-"Mais vale a ausência sincera que a presença falsa"... Essa frase tornou-me desprendida das coisas e das pessoas, trouxe-me contentamento apenas com a ausência  e é assim que eu tenho andado... Triste e chorando, mas de maneira sincera...


O céu estava nublado, as crianças não mais brincavam nas calçadas...Todos recolhiam-se para o jantar.
Nas ruas apenas uma jovem caminhava, ela usava roupas soltas e um casaco de lã azul.

Pensamentos soltos

"O dia em que eu não puder expressar os meus sentimentos através das palavras, será o dia em que silenciarei as minhas inquietas e falantes mãos..."

(Des) Gosto

Se eu pudesse escolher um lugar para morar  não seria nesta casa pois aqui não é meu lar...
Se as pessoas fossem outras não iria acreditar pois os erros são os mesmos não podemos evitar...
Se eu pudesse escolher ao menos de quem gostar...Gostaria da solidão, pois só ela me restará!!!

Quanto às luzes... As cores...Os sabores... As estações... Tudo apaga, desgasta, vira nada, se transforma em ilusão!!!

Tédio

Assim como o coração, os dedos e os sentidos, o tédio é inerente ao ser humano.
A sensação de "tempo livre" ou tempo ocupado por situações e pessoas indesejáveis nos deixa imóveis.
Somos insatisfeitos por natureza... Basta passarmos algumas horas realizando a mesma tarefa que já nos sentimos entediados! Buscamos o novo, o ideal e o interessante em tudo, até mesmo naquilo que não podemos ver ou tocar...
O mistério é uma forma de amenizar o tédio, mas a curiosidade acaba por estragar tudo! E assim que solucionamos o mistério nos sentimos entediados novamente. Qual o segredo então? Existe um antídoto para o tédio? Se existe mostre-me por favor... Estou realmente entediada!!!

Eu real x Eu ideal

Origem é algo que não se escolhe, mas o fim depende exclusivamente de nossas escolhas. É nisso que eu acredito ou pelo menos tento acreditar...

Ser

Qual o sentido desta palavra quando na maioria das vezes as pessoas não são?
Qual a importância de ser importante?
Onde está a essência do ser humano? No olhar? No sorriso? Na pele?
Por que não conseguimos enxergar o que se passa dentro do outro?
Nada além de estruturas complexas, pensamentos maldosos, “quartas intenções”?
Será que pode ser algo mais?

Lado a lado


Como um par de sapatos é assim que nós somos...
Quando te perco de vista envelheço, não consigo sequer caminhar, pois tú és a certeza de que nunca serei esquecida atrás da porta sem alguém pra confortar!

Abrigo



Quero traduzir cada som ao meu redor
Perceber o que há de mais bonito
Explorar o amor, libertar a dor
Inventar o meu próprio destino
Quando esse dia chegar
Verei o sol beijar o oceano
Acenarei um adeus
E partirei no mar
Em busca de um novo abrigo.


Doce aurora


Quero acordar de manhã e ver-te junto a mim
E quando chegar o amanhã jamais me despedir
Sei que a vida continua, mas não é hora de partir
A vida é uma aventura e temos que sorrir
Enquanto houver um lugarzinho em meu coração
Eu guardarei um pedacinho de você
Enquanto houver palavras doces para te dizer eu estarei
Sempre ao seu lado para adormecer

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Utopia


Um quarto sem porta...
Um céu sem nuvens...
Mãe sem coração...
Os dias passam e passam sem graça, aqui não é certo, alí é descoberto, vou rumo à escuridão!
Enquanto caminho encontro espinhos, cigarros pelo chão...
Olhares de queixa, mãos que apedrejam, lágrimas de carvão...
A porta aparece, as chaves somem, as nuvens encobrem o céu, mas não há chuva...
A mãe chora, o coração se integra...
A escuridão se desfaz, os espinhos tornam-se rosas e os cigarros são tragados por um temporal...
Olham-me com carinho, estendem-me as mãos e um leve sorriso brota em minha face...